terça-feira, 14 de novembro de 2017

E se amanhã perdesses o emprego?


Se amanhã perdesses o emprego, o que te aconteceria?
(sem subsídios de desemprego e pedinchices aos papás e aos amigos)
Por quantos dias te manterias?
Quanto tempo terias para arranjar uma nova ocupação sem passar necessidades nem depender de ninguém?
Quanto dinheiro te cairia na conta bancária?

Pois...96% das pessoas responde que no dia a seguir, passaria fome!
Não é aterrador?
....pensar que dependemos de um patrão, do Estado, ou da caridade alheia?
E ainda achas que tens um emprego seguro?

Pois...E o que estás a fazer para mudar?

sábado, 4 de novembro de 2017

Sou só eu que acho ou isto é....estúpido?!

Expliquem-me como se eu fosse uma criança:
Eu não acredito que haja empresas a pagar menos a mulheres que a homens...

Eu explico: a própria Constituição defende salários iguais para trabalhos equivalentes.
Por isso, sempre que há um "posto" numa empresa (ex. "técnico de nível 2") tanto homens como mulheres têm de receber o mesmo. Caso não aconteça, a empresa está a violar a Constituição!
O que acontece nas diferenças salariais é que há mais homens são que são "técnicos de nível 1" e há mais mulheres são mais "técnicos de nível 2"...ou seja, mesmo que haja Constituição e nova lei e o "Diabo" haverá sempre quem consiga justificar as diferenças salariais que existem.
Porque vem a velha história de "Numa empresa de jogadores de futebol masculino, onde os empregos de mulheres são as secretárias, não pode haver igualdade salarial!"...Pois não.
O que impede a igualdade salarial é o acesso das mulheres (e homens) a todos os cargos para os quais têm competência para ocupar.
Esta nova lei, das três, uma: ou é areia para os meus olhos, ou é eleitoralista, ou é simplesmente...estúpida!

(Ver aqui a notícia do Expresso):
http://expresso.sapo.pt/sociedade/2017-11-02-Empresas-com-mais-de-100-trabalhadores-terao-de-explicar-e-corrigir-desigualdades-salariais-entre-homens-e-mulheres

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Como vender o produto na net? - formas de descrever o produto

Muitas pessoas têm produtos e vendem através da net, das redes sociais, de plataformas de vendas (tipo Etsy ou até OLX). Umas vendem, outras não....

Muitas vezes os produtos até são parecidos, e o preço não é uma questão...
Então, porque é que algumas conseguem e outras não?
Isto até acontece em alguns negócios que já têm lojas on-line.
Na maioria das vezes tem a ver com o destaque que se é dado ao produto, ou até a forma como se vende.
Aparentemente é uma tarefa fácil. Coloca-se o produto e descreve-se o que ele é ou faz. Certo? Nop! A descrição de o produto precisa de vender. Precisa de levar o comprador a contactar, a comprar...
Como fazê-lo?

Cria uma persona

Antes de começar a vender e a comunicar, imagina a quem estás a vender...com detalhes!
E não me venhas dizer que vendes a miúdas de 20 anos, mas também podes vender a uma mulher de 40, mas se uma de 60 te aparecer à porta também vendes...isso é um disparate. Claro que vendes a quem quiser comprar, mas não é isso que estou a dizer.
Lembra-te que quem atira em todas as direções não acerta em lado nenhum.
Uma persona é aquela personagem que imaginas quando estás a criar/construir ou a vender o produto. Podes pensar que não é útil, mas ajuda-te MUITO a usar um tipo de linguagem, um meio de comunicação (não vais vender aparelhos auditivos no Spotify), uma imagem que é mais atrativo para as pessoas que com maior probabilidade vais atingir.
Dá-lhe um nome, define que idade tem, onde trabalha, o que gosta de fazer, que interesses tem, qual a sua disponibilidade financeira...quanto mais específica fores, mais certeira serás.

Responde às aspirações

A descrição do produto não tem (nem é suposto) que agrade a toda a gente. Tem de agradar a pessoa que imaginaste.
Imagina como é que o produto poderá melhorar a vida do cliente, torná-la mais rica, mais agradável...
Satisfaz uma necessidade. Reponde às aspirações... às necessidades - Lembra-te da história: como é que se vende uma caneta? Pede que alguém escreva alguma coisa....
Na descrição do produto, não o descrevas. Responde a: que necessidade é que o produto satisfaz? Responde às perguntas que a tua persona vai colocar.

Sintetiza

Ninguém (muito menos a tua persona) vai querer ler uma descrição interminável de características e detalhes técnicos. Para isso, pede uma "ficha técnica" dos produtos (só para os geeks).
O que querem saber é em que é que o produto lhes facilita a vida.
A maioria dos detalhes do produto só interessa a quem os cria. Se estás a vender fatos de banho, dizeres que são de "tecido mesh com godés no decote entrançado nas cavas, cavas altas e alças cruzadas atrás e cerzido entre-pernas", pode ser 
- "boring", porque o cliente está a ver a fotografia (cavas altas? cruzado nas costas?);
- há detalhes que o cliente normal não entende ou não quer saber (mesh?, cerzido?);
- não responde a nenhuma necessidade do cliente.

Define a linguagem

Quem é o teu destinatário? Definiste a persona? Como a tratas? Por tu? Na 3ª pessoa? Foi tua colega na escola? Sê consistente...

Evita o óbvio

Não faz sentido dizeres que o teu produto é excelente...ias dizer que é "assim-assim"? Se fores a ver todos quando descrevem os próprios produtos dizem que são excelentes.
Por isso, e como não vais dizer outra coisa que não seja que o produto é fantástico, o que obtém os melhores resultados, o melhor é não fazeres juízos de valor e apresentar factos e formas de resolver os problemas do Cliente.

A Formato importa

As pessoas lêem apenas 15% das páginas de internet. Por isso, faz com que olhem para os 15% que importam.
Títulos, sub-títulos em tamanho diferente, imagem, bullet points (tópicos) - ajudam a selecionar o que é importante (ou o que TU queres que seja importante).
Por muito óbvio que este ponto possa parecer, verifica se estás a praticá-lo....

Ajuda-te a seres encontrada

Antigamente para venderes bem um produto tinhas de exibi-lo numa loja numa rua onde passassem muitas pessoas. Para venderes na net tens de vender numa loja onde também passe muita gente.
Como? 
Atraindo as pessoas através das palavras certas. És encontrada se "descreveres os produtos" com as palavras que o teu cliente procura.
Facilita se escreveres para a tua persona (aquela que descreveste no início). Escreve aquilo que a tua persona escreve no Google quando está a tentar encontrar um produto como o teu.
Usa todas as palavras que a tua persona usaria; Usa as palavras chave no títulos, sempre que possível.

E deixa-te ser encontrada e torna o teu produto o must have, custe o que custar!

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

HI: Começou o seu negócio aos 7 anos, e já vale mais de 1 milhão de dólares!

Esta História Inspiracional (HI) é bem jovem!
Começou quando uma miúda de 7 anos viu-lhe negados alguns doces pelo pais, pois tinham muito açúcar e faziam mal aos seus dentes!

Fez umas experiências substituindo o açúcar por alguns adoçantes e criou um chupas "amigos dos dentes" das crianças - os Zollipops.
Os chupas, por não terem açúcar, ajudam a manter os níveis de acidez na boca.
Hoje Alina Morse tem 12 anos e vende os seus doces na Toys r'Us, na Amazon, e em importantes distribuidores nos EUA e até já exporta!

O que correu bem?

Problema

Ela tinha um problema/uma necessidade e identificou-a.
Até aqui a maior parte das empreendedoras consegue chegar.

Solução

Depois deu um passo em frente e trabalhou para encontrar a solução. Chegou à "formula" dos chupas sem açúcar - substituiu por Eriytiol e Xilitol (adoçantes).
Continuo a dizer que esta também é a "parte fácil". Muita gente ainda consegue chegar até aqui - aproveita conhecimentos prévios que tem, investiga, procura na net, adota uma "receita" antiga, tem habilidade, enfim...

Promove

A Alina não se ficou pela receita na cozinha de casa e esperou que o mundo conspirasse a seu favor. Também não se ficou pelas "feirinhas" da terra que pagavam o custo dos ingredientes (e só não davam prejuízo porque o pai a levava e não contabilizava o gasóleo que gastava nem o seu tempo de trabalho).
Este negócio só correu bem porque ela criou uma marca e comunicou-o muito bem. "Zollopops - os chupas que são bons para os teus dentes" - não deixava dúvidas a ninguém...clara e concisa! Ninguém tem dúvidas do que ela está a vender (mesmo sem ela estar presente), distingue-os quando estão lado a lado com outros doces e claramente tem um factor que os diferencia de todos os outros. Ela não está a competir com os mais saborosos ou os mais baratos. Ela está a competir com os que não fazem mal aos dentes!

Distribuiu e escalou

Ou seja, não se ficou por vender aos amigos da escola - os chamados 3F's (Family, Friends and Fools). Fechou negócio com grandes distribuidores, que eram quem lhe garantia as quantidades que ela precisava para tornar este negócio de "docinhos", num negócio milionário. Sem medo que lhe copiassem a receita!

E tu? Tens um negócio de "docinhos" e só vendes em feirinhas?